quarta-feira, 28 de março de 2012

Imagem divulgada pela Nasa mostra 'Olho da África'


Olho da África (Foto: Andre Kuipers/ESA/Nasa/Divulgação)


O austronauta holandês Andre Kuipers tirou uma bela foto do deserto do Saara, os círculos concêntricos em vários tons de cobre que ganharam o apelido de “Olho da África”. A imagem foi feita enquanto a Estação Espacial Internacional sobrevoava a Mauritânia.
A foto mostra uma estrutura muito peculiar, chamada Richat. Ela ocorre por causa da erosão em forma de anel que acontece em diversas camadas de rochas. A origem desse desgaste característico ainda é um mistério.
Hoje, existem seis pessoas que vivem na estação espacial: Kuipers, os norte-americanos Dan Burbank e Don Pettit, e os cosmonautas russos Anton Shkaplerov, Anatoly Ivanishin e Oleg Kononenko.



Equipe UFO Web

Estudo indica que Via Láctea tem bilhões de planetas supostamente habitáveis

Berlim, 28 mar (EFE).- Uma equipe internacional de astrônomos descobriu que a galáxia onde fica a Terra, a Via Láctea, abriga dezenas de bilhões de planetas rochosos que giram em torno de anãs vermelhas - estrelas cuja massa é menor que a do Sol.


O estudo, realizado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) e divulgado nesta quarta-feira, contou com dados obtidos pelo espectrógrafo Harps, o "caçador de planetas" instalado em um telescópio de 3,6 metros do observatório La Silla, no Chile.
Segundo a pesquisa, é possível deduzir que nas vizinhanças do Sistema Solar, a distâncias inferiores a 30 anos luz, pode haver uma centena de "Super-Terras" (planetas com massa de uma a dez vezes superior à da Terra).
Esta foi a primeira vez que foi medida de forma direta a frequência de Super-Terras em torno de anãs-vermelhas, que representam 80% das estrelas de nossa galáxia.
"Cerca de 40% de todas as estrelas anãs-vermelhas têm uma Super-Terra orbitando em sua zona de habitabilidade, uma região que permite a existência de água líquida sobre a superfície do planeta", explicou o líder da equipe internacional, Xavier Bonfils.
Segundo o astrônomo do Observatório de Ciências do Universo de Grenoble (França), como as anãs vermelhas são muito comuns - há 160 bilhões delas na Via Láctea -, pode-se concluir que "há dezenas de bilhões de planetas deste tipo só em nossa galáxia".
Durante as observações, realizadas durante um período de seis anos no hemisfério sul a partir de uma amostra composta por 102 estrelas anãs-vermelhas, os cientistas descobriram um total de nove Super-Terras.
Os astrônomos estudaram a presença de diferentes planetas em torno de anãs-vermelhas e conseguiram determinar que a frequência de Super-Terras na zona de habitabilidade é de 41% em uma categoria que vai de 28% a 95%.
Por outro lado, os planetas gigantes - similares em massa a Júpiter e Saturno no nosso Sistema Solar - não são tão comuns ao redor de anãs-vermelhas, com uma presença inferior a 12%.
Segundo Stéphane Udry, do Observatório de Genebra, "a zona de habitabilidade em torno de uma anã-vermelha, onde a temperatura é apta para a existência de água líquida na superfície, está mais perto da estrela do que no caso da Terra em relação ao Sol".
"Mas as anãs-vermelhas são conhecidas por estarem submissas a erupções estelares ou labaredas, o que inundaria o planeta de raios-X ou radiação ultravioleta: isso tornaria mais difícil a existência de vida", acrescentou.
Por sua vez, Xavier Delfosse, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble, indicou que agora que se conhece a existência de muitas Super-Terras próximas, "espera-se que algum desses planetas passe em frente à sua estrela anfitriã durante sua órbita em torno desta".
"Isso abrirá a excitante possibilidade de estudar a atmosfera destes planetas e buscar sinais de vida", concluiu.
Um dos planetas descobertos pelo espectrógrafo Harps é Gliese 667 Cc, o mais parecido com nosso planeta, e que com quase certeza reúne as condições adequadas para a presença de água líquida em sua superfície, segundo o ESO.


Equipe UFO Web

quarta-feira, 21 de março de 2012

Teletransporte já existe no mundo microscópico de átomos e fótons



Equipe tem conseguido, desde 2010, teletransportar fótons a 16 quilômetros de distância — experimentos anteriores chegavam apenas a poucos metros

por Felipe Turioni



Gente chata, situação constrangedora e uma vontade de sumir do mapa. Se pelo menos o teletransporte existisse... Ele existe. Mas, por enquanto, serve ao mundo microscópico de átomos e fótons (micropartículas que formam a luz). E olha que eles já estão indo bem longe. Uma equipe da Universidade de Ciência e Tecnologia da China tem conseguido, desde 2010, teletransportar fótons a 16 quilômetros de distância — experimentos anteriores chegavam apenas a poucos metros.
Para a ciência, o teletransporte não é exatamente desaparecer em um lugar para reaparecer no outro. O que é teletransportado são informações sobre os estados físicos das partículas. Você muda uma partícula aqui e a outra simplesmente muda junto, adquirindo todas as propriedades da primeira. Isso tudo acontece de uma forma misteriosa, sem que exista um deslocamento por meio físico. “Ocorre um armazenamento de informações”, diz o físico Vanderlei Bagnato, da USP, um dos pesquisadores do assunto no Brasil.
E pra que serve isso? Esse mecanismo dinâmico de teletransportar informações poderá no futuro substituir os computadores que temos por outros muito mais rápidos. Usando átomos e fótons para passar dados, “a quantidade de informações transmitidas é maior e facilita uma grande fatoração de números”, diz Stephen Walborn, professor de física quântica da UFRJ.
O uso na chamada computação quântica — que cientistas acreditam ser coisa para daqui a 15 anos — conta com projetos de vários laboratórios do mundo e é também a aposta para a criação de sistemas de criptografia mais seguros. Com esse sistema a ação de um hacker seria bem mais difícil, por exemplo.



Equipe UFO Web